quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Criatividade: desligue o piloto automático e pratique

Em todas atividades profissionais, não apenas nas artes ou na propaganda, a capacidade de criar é um dos maiores ativos do capital intelectual que uma empresa competitiva pode usar.

Por Eduardo Zugaib

Nas tarefas cotidianas, não precisamos tanto do pensamento criativo, certo? Sim e não. A busca de uma única resposta certa para tudo na vida é um dos principais bloqueios da criatividade. Para toda questão há, no mínimo, duas respostas.

Um exemplo simples é a nossa ida ao trabalho, pela manhã. Se o tempo for escasso, melhor usar a resposta que já conhecemos: o caminho habitual. Se houver alguns minutos a mais, optar por um caminho diferente pode ser um bom exercício contra a acomodação, aquela caverna confortável, acolchoada e embolorada, onde mora o perigo.

Você já parou para pensar que há muita gente passando a vida inteira sem um único pensamento criativo, seja no plano pessoal ou no profissional? Vive-se no piloto automático, seguindo um manual esquecido no porta-luvas por alguém. Um manual baseado na experiência de vida desse alguém, que provavelmente não servirá para quem o lê agora. Essa acomodação tem feito muitas pessoas, no avançar da idade, se arrependerem por não terem corrido mais riscos na vida.

Em todas atividades profissionais, não apenas nas artes ou na propaganda como nos habituamos a acreditar, é cada vez mais fundamental usar a capacidade de criar na busca de novos caminhos para a solução de antigos problemas. Essa capacidade é um dos maiores ativos do capital intelectual que uma empresa competitiva pode usar, num mundo que se cansa cada vez mais rápido do que tem.

Mas nossa formação acaba jogando contra essa capacidade, sem nos darmos conta. Fomos criados para a rotina, para a monotonia da segurança, acumulando desde a infância diversos bloqueios, que se transformaram em posturas inflexíveis diante dos problemas.

Alguns destes bloqueios surgiram assim que ouvimos frases assassinas como “isso não tem lógica”, “seja prático, oras”, “não seja ambíguo!”. “nunca erre”, “brincar é coisa de moleque”, “não seja bobo”, entre outras. A cristalização de frases assim nos faz decretar à morte a principal capacidade do nosso cérebro, a imaginação, tão logo admitimos para nós o pior dos bloqueios:

- Eu não sou criativo!

Criatividade é exercício. Praticando, é fácil notar que cada vez mais idéias surgem, fazendo diferença em nossa vida. Com uma grande vantagem: são idéias suas.

Artigo publicado no Webinsider.

2 comentários:

Arno disse...

É isso aí pessoal, gostei do blog! valeu!

Kadu Nakashima disse...

Da hora o texto, parabéns para o autor!